Se há algo que se pode tomar como verdade aqui no Brasil, é que ninguém nos ensina a sair da zona de segurança de Kiyosaki. Desde pequenos somos criados e cultivados (quiçá treinados) para nos tornamos empregados. Quando há uma anomalia, como a vontade de ter o seu próprio negócio, a pessoa se sente nua e perdida em um país que não fala a sua língua. Eu estou bem peladinho agora.
Quem é mais atento ao que acontece, sabe que qualquer consultor fala que devemos planejar tudo antes de iniciarmos um empreendimento. Eu fiz isso - melhor, achei que fiz isso - e que estava pronto para o que der e vier. Ledo engano.
Ao procurar o meu contador, perguntei tudo o que precisava ser dito: impostos a serem recolhidos, o quanto ia custar para abrir a empresa e etc.. Três meses depois dessa conversa inicial, vem a surpresa: não perguntei sobre as taxas que a empresa estaria sujeita após a sua abertura e todo ciclo "alimentício" - na falta de um termo melhor - que uma jovem empresa está sujeita.
Essas taxas que eu não sabia que existiam me pegaram de calças curtas na semana passada (principalmente por um detalhe chamado "fluxo de caixa" -próximo post falarei sobre isso), obrigando-me a fazer algumas mágicas (lê-se "freelas").
Então, primeira grande lição do jovem empreendedor: saiba todo capital necessário para manter seu sonho antes, durante e depois que ele virar uma empresa.
Pense azul,
.faso
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
A doce arte de perguntar antes
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