segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Como os empreendedores começam?

Sempre que eu leio alguma matéria - uma espécie de micro-biografia - sobre como pessoas comuns viraram empreendedores de sucesso (sucesso é algo relativo), fico com aquela sensação de "não estão falando tudo".
Na minha eterna busca pela auto-sustentabilidade do .mundesign, vi-me mais em lugares sem saída do que as epopéias de auto-ajuda-para-empresários puderam mostrar; realmente a vida não imita a arte...
Procurando um pouco mais de realidade, comecei a fuçar no blog do Cardoso (também tem esse aqui), uma empreendedor das suas próprias palavras e idéias. Cavucando, cavucando um 'cadim mais, acredito que encontrei o seu "primeiro post" de pro-blogger:


"Onde nosso herói revê seus conceitos, adere aos blogs, muda de vida, começa a fazer teatro infantil…

OK, talvez não chegue a tanto. Nem irei postar poesias de minha lavra. Até pq elas não existem. MAS irei postar o que bem entender, duela a quiem duela. Me reservo esse direito. Quem não concordar, bem… ALT+F4 serve pra isso."

Singelo como o Cardoso é. X) Nem toda epopéia começa com uma festa de aniversário.

Pense azul,

.faso

sábado, 10 de novembro de 2007

Por que a gestão de marca é necessária?

Estou me graduando em Design e Construção de Marcas, popularmente conhecido por Branding ("Gestão de Marcas") e sempre acreditei que essa é uma ferramenta importante para uma empresa ou ong, desde a mais tenra idade. Já troquei umas figurinhas com alguém mais experiente, e as opiniões ficaram divididas por fazer ou não uma gestão de marcas desde o início de uma empresa. Hoje, com um pouco mais de experiência (cof-cof! - tosse da idade! rss) , ainda acredito que esse é uma ótima estratégia para a empresa conseguir nortear suas decisões. Como assim?

Aqui no .mundesign, a política interna é aberta; feita para dialogar com os outros e com o mundo - e com esse último é preciso sempre estar em comunhão. Quando foi criado o braço comercial do projeto, ele automaticamente herdou esses valores do .mundi, mas na hora de colocar em prática, surgiram alguns problemas.

Quando foi preciso criar os cartões de visita, uma grande discussão foi qual papel usar. Naturalmente seria algo reciclado, mas isso ia contra a proposta visual da empresa, como equacionar isso?

Para respeitar os princípios-mãe e atender a necessidade mercadológica, foi escolhido usar um papel comum, não reciclado, mas para compensar essa escolha, todas as embalagens que serão produzidas precisarão gastar o mínimo de papel, ser ecologicamente corretas e evitar que o consumidor final as descarte.

Tudo isso ocorreu porque houve um planejamento de gestão de marca, algo que possibilitou nortear as decisões das duas instituições. Numa empresa em início de vida, essa ferramenta é muito útil, como eu já disse, para além de tomar decisões permitir que a empresa cresça de forma homogênea aos olhos do seu consumidor. Isso, em branding, chamamos de discurso de marca.

O discurso é nada mais do que aquilo que você está se propondo a fazer. Quer ter um atendimento que seja mais próximo do seus consumidor? O branding vai te dizer que você nunca devará usar um "Ilmo. Sr. Souza Bastos" em sua comunicação. Sua empresa apóia o software livre? O branding vai te dizer para aquela determinada melhoria que você fez em um programa é ótima para ser liberada para a comunidade do Software Livre - e assim por diante.

Enfim, com a gestão de marca a empresa se torna algo consistente, mesmo que ela não possua o dinheiro necessário para realizar tudo aquilo que ela sonha, mas é por causa disso que ela saberá o que deverá ser feito quando chegar a hora certa.

Pense azul,

.faso

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

A doce arte de perguntar antes

Se há algo que se pode tomar como verdade aqui no Brasil, é que ninguém nos ensina a sair da zona de segurança de Kiyosaki. Desde pequenos somos criados e cultivados (quiçá treinados) para nos tornamos empregados. Quando há uma anomalia, como a vontade de ter o seu próprio negócio, a pessoa se sente nua e perdida em um país que não fala a sua língua. Eu estou bem peladinho agora.

Quem é mais atento ao que acontece, sabe que qualquer consultor fala que devemos planejar tudo antes de iniciarmos um empreendimento. Eu fiz isso - melhor, achei que fiz isso - e que estava pronto para o que der e vier. Ledo engano.

Ao procurar o meu contador, perguntei tudo o que precisava ser dito: impostos a serem recolhidos, o quanto ia custar para abrir a empresa e etc.. Três meses depois dessa conversa inicial, vem a surpresa: não perguntei sobre as taxas que a empresa estaria sujeita após a sua abertura e todo ciclo "alimentício" - na falta de um termo melhor - que uma jovem empresa está sujeita.

Essas taxas que eu não sabia que existiam me pegaram de calças curtas na semana passada (principalmente por um detalhe chamado "fluxo de caixa" -próximo post falarei sobre isso), obrigando-me a fazer algumas mágicas (lê-se "freelas").

Então, primeira grande lição do jovem empreendedor: saiba todo capital necessário para manter seu sonho antes, durante e depois que ele virar uma empresa.

Pense azul,

.faso

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

uma ong, uma empresa e muito o que pensar

Como fazer um projeto social dar certo no Brasil? Doações? Recursos governamentais? Leis de Incentivo? Não, não. Aqui a história é outra: abre-se uma empresa.

Foi essa a minha idéia para conseguir manter o projeto social que eu iniciei há mais de um ano, o .mundesign. Eu simplesmente não sabia (aliás, ainda não sei direito) em qual terreno estou me metendo, mas foi essa a minha "genial" idéia: abrir uma empresa, gerar recursos financeiros e tocar o barco adiante. Mas o problema aqui é como fazer tudo isso dentro de um contexto tão complexo e cheio de surpresas como o Brasil?

Até o momento eu não encontrei nenhum blog, livro, site - enfim, algo que me orientasse no matrimônio entre uma projeto social e uma empresa de com fins lucrativos e por isso, resolvi abrir esse espaço para contar um pouco do que eu passei, passo e passarei.

Não pretendo ser um Guia de Emprendedorismo Social ou coisa do tipo, apenas quero colocar aqui, de forma livre, este momento. Não faz nem duas semanas que a minha empresa está aberta e eu já me vi em alguns apertos, simplesmente por estar andando em um caminho totalmente desconhecido. E tenho certeza: há muito mais pela frente.

Como manter uma ong e uma empresa no Brasil? Será que vou sobreviver a tudo isso? Aqui estarão as impressões de empreendedor social e um empresário debutante.

Pense azul,

.faso